Aydoğdu, Ana Luiza Ferreira2026-04-032026-04-032026Aydoğdu, A. L. F. (2026). Violência no local de trabalho contra enfermeiros: Evidências qualitativas recentes. II Congresso Nacional de Saúde Coletiva (II CONSAC), 12-13 Mart, Brezilya, Scienceduc Eventos. https://doi.org/10.5281/zenodo.182077329786501656960https://doi.org/10.5281/zenodo.18207732https://hdl.handle.net/20.500.13055/1378Introdução: A violência no trabalho constitui um grave e persistente problema enfrentado por enfermeiros em todo o mundo. Apesar dos avanços nas discussões sobre o tema, bem como na formulação de legislação e na implementação de diversas medidas voltadas à proteção desses profissionais no exercício de suas funções nas instituições de saúde, o fenômeno continua ocorrendo de forma recorrente, tornando-se cada vez mais diversificado e frequente. Objetivo: Refletir sobre a violência que ameaça os enfermeiros no local de trabalho, com base na literatura científica publicada em 2025. Metodologia: Trata-se de uma reflexão teórica, cujas buscas por artigos originais de pesquisas qualitativas primárias, publicados em inglês, foram realizadas na última semana de dezembro de 2025, na base de dados Scopus. Os descritores utilizados nas buscas foram “workplace violence”, “nurs”* e “qualitative”, correspondentes, em português, a “violência no local de trabalho”, “enf*” e “qualitativa”. A reflexão foi norteada pela seguinte pergunta: “Qual é a situação da violência no local de trabalho enfrentada por enfermeiros, segundo pesquisas qualitativas publicadas em 2025?” Resultados: Foram identificados nove artigos, dos quais seis atenderam a todos os critérios e foram incluídos nesta reflexão. Os estudos foram conduzidos em seis países: África do Sul, Arábia Saudita, China, Egito, Estados Unidos e Noruega, com amostras que variaram entre oito e 312 enfermeiros. Os achados evidenciaram que, além de sequelas físicas, a violência no local de trabalho acarreta sofrimento emocional significativo. Os episódios de violência foram atribuídos ou facilitados pela falta de conhecimento do público, pela insuficiência de segurança, pela complacência gerencial e por fragilidades estruturais das instituições. Embora as fontes de violência sejam predominantemente externas, especialmente por pacientes e seus familiares, a violência perpetrada por colegas de trabalho e, sobretudo, por gestores não pode ser minimizada. Ademais, sistemas de notificação complexos, que dificultam o registro dos episódios, e a banalização da violência foram destacados como fatores relevantes nos estudos analisados. O apoio psicológico aos profissionais, a educação permanente e a implementação de sistemas de notificação mais simples e acessíveis foram apontados como medidas fundamentais para mitigar a violência no trabalho entre enfermeiros. Conclusão: A violência no local de trabalho vem crescendo e assumindo novas formas, configurando uma ameaça crescente à saúde física, mental e social dos enfermeiros. O fato de terem sido identificadas diversas pesquisas sobre o tema — mesmo considerando a busca por um delineamento metodológico específico em um período de tempo limitado — evidencia a gravidade do problema e a necessidade de aprofundamento das discussões. O apoio de formuladores de políticas públicas, administradores de instituições de saúde e gestores de enfermagem é essencial para a implementação de estratégias eficazes que contribuam para o controle e a prevenção da violência no ambiente de trabalho.otherinfo:eu-repo/semantics/openAccessCondições de TrabalhoEnfermeiras e EnfermeirosGestão em SaúdeViolência no trabalhoViolência no local de trabalho contra enfermeiros: Evidências qualitativas recentesConference Object10.5281/zenodo.18207732