Situações críticas: Uma breve reflexão sobre o preparo dos enfermeiros
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Introdução: A recente crise sanitária provocada pela pandemia de COVID-19 evidenciou a necessidade de refletir sobre o preparo dos profissionais de saúde para atuar em situações de crise e de desastres. Nesse contexto, destacam-se os enfermeiros, cuja formação deve contemplar conteúdos teóricos e práticos que os capacitem para a tomada de decisões e a atuação em momentos críticos. Objetivo: Fazer uma breve reflexão sobre o preparo dos enfermeiros para atuar em crises sanitárias e desastres naturais. Metodologia: Trata-se de uma reflexão, fundamentada em artigos originais de pesquisas primárias, conduzidas com enfermeiros e publicados em língua inglesa nos últimos cinco anos. Os textos foram localizados na base de dados Scopus, a partir de buscas realizadas em dezembro de 2025. Para a identificação dos estudos, utilizaram-se, como descritores aplicados aos títulos dos artigos, os termos em inglês “disaster”, “knowledge”, “preparedness” e “nurs*”, que correspondem, em português, a “desastre”, “conhecimento”, “preparo” e “enf*”. Resultados: Dos 15 documentos identificados, oito foram excluídos (quatro por não envolverem enfermeiros, três por não se tratar de pesquisas primárias e um por indisponibilidade do texto completo), resultando na inclusão de sete artigos nesta reflexão. As pesquisas foram conduzidas em cinco países: Bangladesh (n=2), Irã (n=2), Iraque (n=1), Jordânia (n=1) e Palestina (n=1). Dos sete artigos incluídos, três foram desenvolvidos com enfermeiros atuantes em serviços de emergência, e três apresentaram delineamento quase experimental, com o objetivo de avaliar o conhecimento e o nível de preparo dos enfermeiros antes e após a realização de treinamentos sobre o tema. A literatura analisada revelou resultados heterogêneos, indicando que o nível de preparação dos enfermeiros para atuar em situações de crise varia de baixo a moderado. Evidencia-se que o preparo dos enfermeiros para a atuação em situações críticas deve ser iniciado ainda durante a formação acadêmica, nas instituições de ensino, e mantido de forma contínua nas instituições de saúde em que atuam, por meio de programas de educação permanente. Nesse sentido, compreende-se que métodos de ensino diversificados devem ser implementados, incluindo abordagens inovadoras, como o uso de aplicativos para telefones inteligentes no processo de capacitação profissional. Conclusão: Enfermeiros atuantes em diferentes unidades das instituições de saúde devem receber treinamento permanente sobre a atuação em crises sanitárias e desastres naturais, uma vez que precisam estar preparados para situações que podem surgir de forma inesperada, como ocorreu na recente crise sanitária global causada pela COVID-19. Nesse contexto, os enfermeiros gestores desempenham um papel fundamental no planejamento, na implementação e na supervisão desses processos de capacitação.












