O papel da educação permanente no desenvolvimento profissional da enfermagem
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Introdução: A educação permanente em saúde fundamenta-se na articulação entre aprendizagem, trabalho e cuidado, construída a partir das experiências cotidianas vivenciadas no exercício das funções nos serviços de saúde. No contexto da enfermagem, esse processo contribui significativamente para o desenvolvimento profissional contínuo da equipe, promovendo a atualização de conhecimentos, o aprimoramento de competências e a reflexão crítica sobre a prática. Objetivo: Refletir sobre o papel da educação permanente na área de enfermagem. Metodologia: Trata-se de uma revisão narrativa, fundamentada em artigos originais de pesquisas primárias, publicados em língua portuguesa nos últimos cinco anos, com participação de enfermeiros. Os textos completos foram localizados na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), a partir de buscas realizadas em dezembro de 2025. Para a identificação dos estudos, utilizaram-se, como descritores aplicados aos títulos dos artigos, os termos “educação permanente” e “enf*”. Resultados: Foram identificados 44 artigos, dos quais sete atenderam a todos os critérios de elegibilidade e foram incluídos nesta revisão. Os estudos foram desenvolvidos em três regiões do Brasil: Sul (n=4), Sudeste (n=2) e Nordeste (n=1). Quanto ao delineamento metodológico, predominaram os estudos qualitativos (n=4), seguidos dos quantitativos (n=2) e de método misto (n=1). O número de participantes variou entre nove e 216 enfermeiros. De modo geral, os resultados indicam que os enfermeiros se mostram satisfeitos, motivados e autoconfiantes em relação às ações de educação permanente. Os estudos apontam a utilização tanto de métodos inovadores, como simulações clínicas, quanto de abordagens tradicionais no processo educativo. Apesar de reconhecerem a importância da educação permanente na disseminação do conhecimento, na melhoria das relações interpessoais da equipe e na qualificação do cuidado na relação enfermeiro-paciente, bem como sua responsabilidade na busca contínua por atualização, observa-se dificuldade na integração do conhecimento adquirido aos múltiplos aspectos da prática de enfermagem. Tal achado sugere fragilidades no desenvolvimento do pensamento crítico dos profissionais. Conclusão: A educação permanente em saúde configura-se como uma importante oportunidade de aprendizagem e de desenvolvimento profissional e pessoal para os enfermeiros, devendo ser adequadamente planejada e efetivamente implementada nas instituições de saúde. Para que essas ações educativas alcancem resultados significativos, seus objetivos e práticas precisam estar alinhados à realidade das rotinas de trabalho da enfermagem. Somente dessa forma é possível promover a incorporação do conhecimento à prática cotidiana e, consequentemente, assegurar a oferta de um cuidado qualificado e seguro.












